Saúde Vocal
Há 6 anos, a Academia Brasileira de Laringologia e Voz e a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia promovem uma campanha nacional da voz. Dada sua importância, desde o ano passado a campanha é reconhecida internacionalmente, tornando o 16 de abril - Dia Mundial da Voz.
Essa campanha começou quando, através de pesquisas, percebeu-se que 70% da população brasileira ativa utiliza a voz como instrumento de trabalho, mas pouco delas têm cuidado com seu aparelho vocal.
Como cantor e professor de canto, não poderia deixar de mencionar esse assunto de extrema importância, e porque não dizer de importância vital, sendo que o Brasil é o segundo país do mundo em incidência de câncer de laringe.
É um absurdo vermos profissionais da voz, como professores, leiloeiros, vendedores, ambulantes, advogados, telefonistas, recepcionistas, políticos, lideres religiosos, jornalistas, operadores de telemarketing, atores e cantores, que não tem nenhum cuidado com seu instrumento de trabalho.
Sintomas que podem significar problemas em seu aparelho vocal:
- rouquidão (persistente por mais de duas semanas);
- perda de voz;
- pigarro;
- dor ou ardência na garganta;
- dificuldade para engolir;
- dificuldade para respirar.
Cuidados com a voz:
- não fumar;
- não forçar a voz;
- não gritar ou cochichar;
- manter o volume normal da voz e articular bem as palavras;
- evitar falar excessivamente durante exercícios físicos, quando gripado ou com alguma crise alérgica;
- não pigarrear excessivamente;
- ingerir muito líquido em temperatura fresca ou ambiente;
- evitar bebidas alcoólicas;
- evitar alimentos que causem azia ou má digestão;
- evitar ambientes com muita poeira, mofo e cheiros fortes.
Poderia ficar horas escrevendo sobre a voz e os cuidados que devemos ter, mas para maior liberdade de idéias e opiniões, aguardo perguntas de vocês leitores. Podem ser dúvidas sobre determinada situação ou profissão, opiniões sobre determinado cantor(a), etc. Os comentários serão muito bem vindos, porque só através da menção de esperiências é que podemos aprender em quantidade significativa.
PS: Gostaria de me desculpar pelo tempo ausente. As últimas semanas foram bem corridas, por isso fiquei tanto tempo sem postar. Queria agradecer as mensagens carinhosas que deixaram no blog. Fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que estavam sentindo falta de novos assuntos aqui. Isso é que faz valer a pena pesquisar, elaborar e postar textos neste espaço. Estou muito feliz! E os "culpados" são vocês, rs...
Samba. O cartaz brasileiro!
De acordo com o aurélio, samba: [Do quimb. Semba, 'umbigada', do umbundo samba, 'estar animado, estar excitado', ou do luba e outras línguas bantas, samba, 'pular, saltar com alegria'.]
O Samba surgiu entre o final do século XIX e início do século XX. Antes, aqui no Brasil já existia um gênero chamado Lundu, numa situação bem parecida com a dos cânticos Spirituals dos Estados Unidos - ambos nasceram através dos negros africanos.
Gênero de ritmo sincopado (som articulado sobre parte fraca de um tempo, prolongado sobre a parte forte do tempo seguinte) e andamento variado, o Samba tinha como principal característica o ritmo batucado ao som de palmas onde eram acrescentados versos declamatórios.
O estilo de samba que primeiro se espalhou pelo Brasil foi o samba urbano carioca. Os instrumentos usados eram o tamborim, o violão, o pandeiro, o cavaquinho, a cuíca, o surdo, as caixas, etc.
O primeiro samba gravado foi "Pelo telefone" em 1917. Sua autoria causou polêmica, pois foi assinado por Donga (Ernesto dos Santos), quando, na verdade, o samba teria sido produto de uma roda de partido-alto, com a participação de Mauro de Almeida (jornalista), Sinhô (José Barbosa da Silva), entre outros.
Neste período o Samba tinha forte influência do maxixe, só tomando sua forma definitiva ao final da década de vinte do século passado.
Algumas qualificações dadas ao samba são: Samba de breque (a partir de 1930), Samba-canção (a partir de 1920), Samba-choro (a partir de 1930), Samba-enredo (a partir de 1940), Samba-exaltação (a partir de 1940), Partido-alto (ressurge a partir de 1940), entre outros.
Desde seu início, o Samba recebeu inúmeras influências, mas nunca perdeu suas raízes. Isso foi importante para o surgimento de novas vertentes para o mesmo, além do fortalecimento desse gênero tão popular.
O problema foi sua banalização durante a década de noventa do século passado. Segundo a sambista Beth Carvalho, pagode seria a forma carinhosa (um apelido) de se chamar o nosso querido Samba, porém devidos à alguns ocorridos, o nosso querido pagode acabou sendo banalizado e confundido com um estilo musical que não cabe dentro da história do samba e nem na cabeça de quem conhece esse estilo como ele é.
"O importante é sabermos que o samba é nosso e que faz parte da cultura brasileira. Não há dúvidas de que o samba foi e continua sendo o cartaz do Brasil no exterior. Se isso é um fato, vamos usá-lo a nosso favor." - Fabio Cadore
Home Studios - O futuro do Mercado Fonográfico
Não é à toa que se costuma dizer que a informática pode democratizar o mundo. Na música também foi usado esse mesmo clichê. Mas até que ponto isso é democratizar?
A informática teve uma forte influência na música, através da chamada "era digital", onde os estúdios começaram a aderir a gravações e processos digitalizados. Mas até então, esses equipamentos eram muito caros e pouco acessíveis a usuários domésticos.
Sem dúvida, eles continuam caros, mas com a popularização dos computadores foram se desenvolvendo métodos de simular esses equipamentos a baixo custo. Assim, os usuários domésticos começaram a ter acesso a essas novas tecnologias e ao mesmo tempo houve o desenvolvimento do hardware e do software dos computadores.
Com a popularização da informática, esses usuários perceberam que se podia tranqüilamente chegar a um alto nível de tecnologia - comparada a estúdios profissionais - em suas próprias casas. Para isso, precisava-se investir em isolamentos acústicos e equipamentos sonoros.
A partir dessa situação, surge o termo "home studio" (estúdio doméstico) e começa-se um trabalho cada vez mais sério na qualidade dos mesmos, a tal ponto de muitas vezes não se conseguir identificar se uma determinada gravação foi feita em estúdio profissional ou amador.
Muito mais do que as delícias de captarmos nossa inspiração em casa, sem horários e outros limites, sobressai, nesta prática, a liberdade criativa de todos estes artistas. Sem a pressão do marketing de uma gravadora comercial, a cultura brasileira e de muitos países pode se livrar dessa padronização estilística que só é necessária para a sustentação dos grandes meios de comunicação, mas é estranha à evolução cultural do país e tem sido fatal para muitos gêneros musicais. (O QUE PODE UM HOME STUDIO, 2001).
Com o crescimento cada vez maior dessa vertente, a mesma se esbarra em um ponto altamente polêmico: o mercado fonográfico.
Atualmente, esse mercado passa por sérios problemas. Os dois principais são a falta de qualidade na produção artística e o empobrecimento das gravadoras.
Segundo Flávio Medeiros “...gravadoras já não saem às ruas atrás de artistas para lançá-los; já se foi o tempo. A maior parte delas está com sérios problemas financeiros devido à própria prostituição do mercado (os populares jabás e propinas), além da pirataria."
Mas, com todas essas adversidades, as gravadoras não buscarão uma reação que as tragam de volta ao antigo patamar? Se não obtiverem sucesso nessa reação, até quando podem durar? E os estúdios profissionais, como ficam no meio dessas revoluções? Será que sofrerão na mesma proporção que as gravadoras?
A Bossa Nova
Começando a falar de música brasileira, nada melhor do que voltar as atenções para um movimento liderado por jovens estudantes internacionalistas, compositores, instrumentistas e cantores intelectualizados. Além de amantes do jazz americano e da música erudita, que conseguiram unir a alegria do ritmo brasileiro às sofisticadas harmonias do jazz americano.
É difícil precisar em que ano a Bossa Nova surgiu, mas, pode-se afirmar que após o lançamento do primeiro LP de João Gilberto, em 1959, chamado Chega de Saudade, o gênero se transformou em mania nacional e logo conquistou o mundo.
A princípio, a Bossa Nova era tida como movimento elitista, pois via com certo desdém todas as demais manifestações musicais brasileiras. Mas esse rótulo logo veio a baixo, principalmente com João Gilberto - a partir do trabalho dos pioneiros da bossa nova: Garoto e Johnny Alf e da influência de Chet Baker -trazendo abertura do gênero à grande produção das outras escolas. Contando com as canções de Dorival Caymmi e Ary Barroso, além de outros grandes compositores do passado, sendo interpretados sob uma nova forma.
De acordo com Luís Nassif, a Bossa Nova deve ser analizada sob três ângulos: forma de tocar, maketing e gênero musical.
Como forma de tocar, foi um sucesso amplo que se deve basicamente a João Gilberto, desenvolvendo uma técnica de tocar na qual acabaram cabendo quase todos os gêneros musicais do país.
Como Marketing, o sucesso foi ainda maior, principalmente depois que Tom Jobim e Carlos Lyra desembarcaram nos Estados Unidos com ternos modernos, violão a tiracolo e bonitos como galãs de Hollywood.
Já como gênero musical, por insuficiência de produção e de talentos - tirando o trio maior (Tom Jobim, Carlos Lyra e Roberto Menescal), durou poucos anos. Em meados dos anos 60 o movimento já havia se esgotado.
A Bossa Nova foi e sempre será um marco na história da música brasileira, mas, deve-se perceber que sua maior contribuição não foi pela quantidade de composições, pois mesmo Tom Jobim não tinha toda sua produção tipicamente bossa novística, tendo muitos elementos de samba-choro em suas composições. Mas foi sim, um movimento que renovou as harmonias e arranjos, dando à música popular brasileira um cunho nacionalista, além de influenciar quase todos os grandes compositores da música popular brasileira contemporânea.
O cérebro e suas implicações no ensino musical
Um dos principais erros cometidos pelos educadores musicais é ignorar as pesquisas científicas feitas a respeito do cérebro humano e suas funções. Corretamente usadas, elas podem ter extrema importância no ensino da música.
Apenas recentemente os cientistas observaram com mais detalhes o alto grau de sofisticação das funções de nossos hemisférios cerebrais e como elas podem ser aplicadas.
No hemisfério esquerdo está concentrado o pensamento lógico, a razão. É nessa parte do cérebro que se desenvolvem as funções matemáticas e de linguagem. Aqui as informações são decompostas e tratadas separadamente.
Já no hemisfério direito, se encontra a área responsável pelo pensamento global e pela orientação no espaço. As habilidades artísticas também estão ligadas à esse hemisfério cerebral.
Em uma analogia, podemos classificar o hemisfério esquerdo como “intelectual” e o direito como “intuitivo”. Sendo que na música, o hemisfério cerebral direito processa a melodia como um todo. Já o hemisfério esquerdo, analisa a melodia de forma sequencial.
A partir dessas análises, conclui-se que o cérebro humano só funciona corretamente quando há cooperação entre os dois hemisférios cerebrais.
Treinamento automatizado em instrumentos musicais como estratégia de aprendizagem, inibe o pensamento musical, suprime a criatividade e reforça o treinamento inconseqüente. Muitos educadores musicais usam este recurso, conseguindo bons resultados a curto prazo, mas comprometendo a médio e a longo prazo a formação, a compreensão e a autonomia musical.
O objetivo dessas pesquisas é fazer com que educadores musicais iniciem uma reflexão sobre valores adotados a suas metodologias de ensino. Isso é fundamental para acabar com preconceitos tão existentes neste meio.
Jazz: suingue e improvisação
Um dos principais aspectos do Blues é a forma como os negros exaltam suas origens africanas, fazendo com que demonstrem intransigência a aculturações. Diferentemente, o Jazz nasce da fusão da música africana com embalos europeus - polca, música clássica e marcha - fazendo deste um estilo propenso a mudanças.
Através do Ragtime - movimento originário do Jazz - podemos desmistificar a afirmação de que o berço jazzístico é exclusivamente New Orleans. Pois o mesmo era também produzido em cidades como Memphis, Kansas City, St. Louis, Dallas e outras do Centro-Oeste e do Sul dos Estados Unidos.
Logo, New Orleans se torna o centro do jazz. Isso se deve a grande profusão racial da cidade, abrigando franceses, espanhóis, ingleses, italianos, alemães, eslavos e africanos, conferindo a esse estilo um carater cosmopilita e exótico. Originando assim seu primeiro grande gênero - Tradicional jazz ou New Orleans jazz.
A evolução histórica do Jazz, assim como da literatura e das artes plásticas, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em direções opostas. Ou seja, a cada gênero criado, surgia outro para radicalizar o anterior e assim sucessivamente.
Podemos citar como gêneros jazzísticos o Swing, Bebop, Hard bop, Cool jazz, Free jazz, Fuzzion (Jazz-rock) e etc...
Hoje, vê-se cada vez mais respeito ao tratar de Jazz, existindo espaço para cultivar todos os seus gêneros. Além de ser o estilo mais influente da música atual, nota-se também o aparecimento de instumentos eletrônicos como samplers e sequenciadores nas execussões jazzísticas. Confirmando novamente seu carater mutativo.
PS: Não citarei nomes pois o espaço seria absurdo e provavelmente esqueceria alguém importante.
Nossa música não é cósmica
Frequências, harmônicos, são fatores que determinam os fundamentos da música. Sabe-se que o ouvido humano capta entre 20 e 20.000 hertz (gama sonora) e que nesse aspecto seres diferem uns dos outros, como o morcego, por exemplo, que capta entre 20 e 160.000 hertz.
Nossa música não é cósmica e sim "humana", feita para captar e agradar apenas nossa gama de frenquências. Pois se um cachorro ou elefante a fizesse, provavelmente as propriedades seriam outras.
É importante ressaltar que a concepção de "agradável", está mais relacionada com o que acontece do ouvido para dentro de nosso corpo (conceito psicoacústico), do que do ouvido para fora (conceito acústico), tornando-se muito particular. Pois se fosse um fenômeno acústico, pessoas que estivessem em um mesmo lugar, teriam a mesma sensação sobre uma música tocada.
Ainda quanto a sensação de agradabilidade, deve-se saber que a mesma não é relacionada apenas com as frequências, mas também com níveis de pressão sonora, que dependendo como forem expostas podem ser prejudiciais a saúde.
Abaixo, uma tabela importante a todos:
140dB = Limiar da dor (decolagem de foguete)
130dB = Decolagem de aviões à jato
120dB = Serra elétrica, britadeira
110dB = Marteletes, grupo geradores
100dB = Transito pesado, prensas
90dB = Serra circular, compressores
80dB = Restaurante cheio, escritórios, conversação
70dB = Datilografia
60dB = Apartamento em área movimentada
50dB = Escritório
40dB = Sala de estar
30dB = Biblioteca tratada acusticamente
20dB = Estúdio de gravação, sussurro
6dB = Limiar da audição
Máxima exposição diária permitida:
115dB = 7 minutos
110dB = 15 minutos
105dB = 30 minutos
100dB = 1 hora
95dB = 2 horas
90dB = 4 horas
87dB = 6 horas
85dB = 8 horas
Esclarecimentos...
Gostaria de agradecer novamente o sucesso do blog e esclarecer meus problemas para administrá-lo.
Por causa do início das aulas na faculdade, não tenho tempo para atualizar o blog diariamente. Por isso, resolvi determinar um periodo de postagem, para ficar mais claro pra vocês, leitores, quando haverá post novo no blog.
Decidi que todo sábado ou domingo haverá um post novo aqui. E deixo claro que a proposta do blog continuará a mesma, trazer informações sobre o universo musical.
Conto com a presença e comentários de todos.
Abraços!
The Soul Music
Como vimos anteriormente, o Blues se distancia da religiosidade dos cânticos spirituals, trazendo as dores de amor para suas canções.
Por volta de 1940, em Memphis, uma nova geração de bluesmans decidem retomar suas atenções musicais para devoção a Deus, iniciando uma nova vertente da música negra, denominada "Soul" (traduz-se alma).
De acordo com Peter Guralnick: "soul é a expressão da solidariedade negra, o orgulho de uma nação que quis acabar com os séculos de segregação e que encontrou através da música sua identidade e espiritualidade."
Essa música, diferentemente do blues que se tornara multi-racial devido sua disceminação ao mundo, era tocada exclusivamente por músicos negros para uma platéia negra.
Com a ascensão da música Soul, e para mostrar que traziam características do Blues, álbuns produzidos para negros, também chamados "racial albums" (álbuns raciais) passam a ser chamados "Rhythm and Blues" (R&B).
A partir dos anos 50 e 60, a Soul Music dita as regras no cenário musical negro. Adquirindo novas "caras" pela influência de inúmeros estilos e subestilos musicais, inspira a criação do funk, groove, dentre outros.
Hoje, amadurecido, o estilo tem espaço e respeito no cenário musical. Mesmo que contrariamente, ainda seja segregado aos negros, trazendo dificuldades para artistas de outras raças circundarem nesse estilo.
Nomes importantes: Aretha Franklin, Barry White, Bobby Bland, Etta Jumes, Irma Thomas, Jackson Five, Joe Tex, John Hooker, Nina Simone, Ray Charles, Sam Cooke, Solomon Burke, Whitney Houston, dentre outros.
Agradecimentos...
Primeiramente gostaria de agradecer a todos pelo sucesso, alcançando a marca de 1000 visitas em pouco mais de duas semanas. Além de quase 20 comentários por post. YAHOO!
A princípio o objetivo desse blog era servir como meio de divulgação para meu site. Mas agora, com tanto sucesso, acredito que o blog já ganhou seu espaço. Só espero que não se desvincule do site.
Peço desculpas a todos pela demora em postar artigos. Estou organizando meus horários para atualizar o blog com maior regularidade.
Agradeço o carinho de todos. Nem citarei nomes pois acabaria esquecendo alguém importante. Então, aqui vai meu abraço a todos que participam ativamente deste blog.
Tenham certeza de que estou imensamente feliz : D
De volta às raízes
Dessa vez o local é o sul dos Estado Unidos, que através dos negros africanos trazidos para a América, abrigou a raiz do Rock n' roll, Soul, Rhythm n' blues, dentre outros...
Por volta de 1860, as canções religiosas (spirituals) entoadas por esses negros, tiveram uma certa mudança de comportamento, servindo não apenas para devoção a Deus, mas também para expor suas dores de amor. Dando origem a uma nova forma de música, o Blues (traduz-se tristeza).
O estilo marca não apenas pelas letras de conotação amorosa, mas também pela ruptura na estrutura musical. Fugindo da complexidade do Jazz e rigidez dos eruditos, é denominado como música "crua", ou seja, simples em sua estrutura, pois o que importava era o sentimento colocado nas interpretações.
Entre a virada do século XX e o final da Primeira Guerra Mundial, muitos negros africanos deixaram o campo em direção às periferias das grandes cidades do sul, como Chicago, Memphis, Mississipi, disceminando a música que acreditavam para o resto do mundo.
Hoje, apesar de diversas mutações no cenário musical mundial, o blues conseguiu se manter quase intacto, tornando-se uma música universal, sem perder a essência. Isso se deve a alguns nomes como: B.B. King e Eric Clapton, pois enquanto o último inseria elementos de blues nas canções que o transformariam num dos maiores popstars do planeta, King resolveu virar o "embaixador" do estilo, fazendo shows em quase todos os cantos do mundo. Deve-se citar também, Jimi Hendrix, Robert Cray, Stevie Ray Vaughan, dentre outros.
The winner is...
Apesar do pequeno número de pessoas que votaram, 70% delas deram a vitória para... "LEGIÃO URBANA".
Realmente a banda merece. Não apenas pelos anos 80 mas também por sua qualidade atemporal.
Não postarei a biografia da banda, pois seria um clichê sem tamanho. Queria mostrar algo inusitado. Então, como homenagem a Legião Urbana, disponibilizo as bases da canção "Monte Castelho": um soneto de Camões e uma passagem bíblica.
Soneto II - Camões
Amor é o fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
I Coríntios Capítulo : 13
01- Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
02- E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
03- E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
04- O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece;
05- Não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
06- Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
07- Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
08- O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
09- Porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10- Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11- Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12- Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13- Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
Assemblógia Geral
Pensando em maior interação entre o blog e vocês leitores, decidi atender a idéia do nosso amigo "Bruno". Disponibilizarei uma enquete sobre o post anterior e se tiver boa aceitação, farei isso após cada post importante. No dia seguinte ou quando houver um número considerável de votos, divulgo o resultado e comento sobre o ganhador.
Também gostaria de sugestões de temas, como algo que queiram saber sobre determinado estilo musical, épocas ou mesmo curiosidades.
Enquete:
Qual é a melhor banda de rock brasileira dos anos 80?
O amadorismo no rock brasileiro dos anos 80
Nossa amiga "perdida no espaço" perguntou sobre a inocência e o amadorismo nas bandas de rock dos anos 80, dizendo que apesar de ter conciência de que isso acabaria, algum fator poderia ter acelerado o processo.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que cada época é uma época - não há retorno.
No início dos anos 80 as bandas de rock brasileiro, ainda eram pouco conhecidas e por consequência o amadorismo de início de carreira durava mais. Naquele momento acontecia com essas bandas, o que no passado já havia acontecido com outros estilos musicais, como acontece no presente e continuará acontecendo também no futuro.
O ano de 1986 foi marcado pelo Plano Cruzado, que acarretou em um grande aquecimento da economia brasileira, consequentemente, mais dinheiro para o povo gastar. Nessa mesma época, lançava-se a banda RPM marcando história na industria fonográfica nacional, pois em seu primeiro disco, venderam mais de 1 milhão de cópias, marca até então inalcançável. Com isso o rock brasileiro veio a tona, virou o sucesso do momento. O que fez com que as tais "bandas amadoras" da época, se tornassem profissionais - demanda do mercado. Percebam que é como o processo evolutivo de tudo.
Estilos ou "panelas" musicais?
Vemos um número cada vez maior de pessoas discriminando determinados estilos musicais, mas vamos parar pra pensar...
Uma música não é feita apenas ao impulso do seu autor: este obedece, conciente ou inconcientemente, a uma ordem social ou moral, religiosa ou estética, a determinado estado das idéias que o rodeiam e que moldam a alma e a fisionomia de uma época, de que ele será simultaneamente testemunha e intérprete.
Asim, pode-se concluir que cada estado, cidade, região, bairro..., tem seu meio de viver, tanto economicamente quanto social e culturalmente. E isso irá influenciar direta ou indiretamente na música que fazem. Para o grupo onde vivem, obviamente a identificação será imediata, pois trata-se de uma mesma linguagem. Para outros, caberá ou não se identificarem com aquilo.
O que vemos em estilos musicais mais bem aceitos, é que por uma razão histórica se disceminaram e se tornaram parte de vários grupos.
Em contra partida, o que se percebe hoje é que estilos de grupos menores, muitas vezes são impostos à todos pela mídia, o que os tornam mais odiados por grupos que não se identificam com os mesmos. Originando assim a discriminação.
Então fica a pergunta: estilos ou "panelas" musicais?
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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 20 a 25 anos
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