O cérebro e suas implicações no ensino musical
Um dos principais erros cometidos pelos educadores musicais é ignorar as pesquisas científicas feitas a respeito do cérebro humano e suas funções. Corretamente usadas, elas podem ter extrema importância no ensino da música.

Apenas recentemente os cientistas observaram com mais detalhes o alto grau de sofisticação das funções de nossos hemisférios cerebrais e como elas podem ser aplicadas.

No hemisfério esquerdo está concentrado o pensamento lógico, a razão. É nessa parte do cérebro que se desenvolvem as funções matemáticas e de linguagem. Aqui as informações são decompostas e tratadas separadamente.

Já no hemisfério direito, se encontra a área responsável pelo pensamento global e pela orientação no espaço. As habilidades artísticas também estão ligadas à esse hemisfério cerebral.

Em uma analogia, podemos classificar o hemisfério esquerdo como “intelectual” e o direito como “intuitivo”. Sendo que na música, o hemisfério cerebral direito processa a melodia como um todo. Já o hemisfério esquerdo, analisa a melodia de forma sequencial.

A partir dessas análises, conclui-se que o cérebro humano só funciona corretamente quando há cooperação entre os dois hemisférios cerebrais.

Treinamento automatizado em instrumentos musicais como estratégia de aprendizagem, inibe o pensamento musical, suprime a criatividade e reforça o treinamento inconseqüente. Muitos educadores musicais usam este recurso, conseguindo bons resultados a curto prazo, mas comprometendo a médio e a longo prazo a formação, a compreensão e a autonomia musical.
 
O objetivo dessas pesquisas é fazer com que educadores musicais iniciem uma reflexão sobre valores adotados a suas metodologias de ensino. Isso é fundamental para acabar com preconceitos tão existentes neste meio.
Jazz: suingue e improvisação
Um dos principais aspectos do Blues é a forma como os negros exaltam suas origens africanas, fazendo com que demonstrem intransigência a aculturações. Diferentemente, o Jazz nasce da fusão da música africana com embalos europeus - polca, música clássica e marcha - fazendo deste um estilo propenso a mudanças.
 
Através do Ragtime - movimento originário do Jazz - podemos desmistificar a afirmação de que o berço jazzístico é exclusivamente New Orleans. Pois o mesmo era também produzido em cidades como Memphis, Kansas City, St. Louis, Dallas e outras do Centro-Oeste e do Sul dos Estados Unidos.
 
Logo, New Orleans se torna o centro do jazz. Isso se deve a grande profusão racial da cidade, abrigando franceses, espanhóis, ingleses, italianos, alemães, eslavos e africanos, conferindo a esse estilo um carater cosmopilita e exótico. Originando assim seu primeiro grande gênero - Tradicional jazz ou New Orleans jazz.
 
A evolução histórica do Jazz, assim como da literatura e das artes plásticas, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em direções opostas. Ou seja, a cada gênero criado, surgia outro para radicalizar o anterior e assim sucessivamente.
 
Podemos citar como gêneros jazzísticos o Swing, Bebop, Hard bop, Cool jazz, Free jazz, Fuzzion (Jazz-rock) e etc...
 
Hoje, vê-se cada vez mais respeito ao tratar de Jazz, existindo espaço para cultivar todos os seus gêneros. Além de ser o estilo mais influente da música atual, nota-se também o aparecimento de instumentos eletrônicos como samplers e sequenciadores nas execussões jazzísticas. Confirmando novamente seu carater mutativo.
 
PS: Não citarei nomes pois o espaço seria absurdo e provavelmente esqueceria alguém importante.
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